quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Para nossos pequenos

Imagem postada em euquerofazertambem.blogspot.com
Quando vi esta postagem,
me deu uma vontade imensa de enfeitar o quarto do meu gordo,
para as vovós corujas, mães e pais de bom gosto. Mãos à obra!


Idéias para decoração: iluminação






Material:
1. Luzes de Natal (nessa época custa uns 10 reais no mercado popular)
2. Caixa de ovos
3. Tesouras, uma maior e uma pequena

Como fazer:
1. Com a tesoura maior, corte a caixa de ovos como na primeira foto. O que você vai usar são os cones internos, que separam os ovos.
2. Depois separe cada um dos “calices”
3. Com a tesoura menor, corte as pontas de cada flor para parecerem pétalas.
4. Use um alfinete ou agulha grossa para fazer buraquinhos, o que vai ajudar as luzinhas a brilharem mais.
5. Encaixe as lâmpadas nos cálices, colocando-as pelo buraquinho (que já vem pronto). Se o buraquinho não for o suficiente, faça um corte lateral apenas para encaixar (não corte como se corta caixa de leite!), mas faça-o retornar uma vez que a luzinha esteja encaixada.
6. Pendure na cabeceira da cama ou num espelho. Ou invente.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mãos que falam

No esmalte cansado, nas rugas da mão velha, na inocência dos dedos que se fecham, nas tintas da obra de arte que nasce.
As mãos falam mais do que as palavras e até estas dependem de quem as digite, numa conexão mágica entre o pensamento e o ato de apertar teclas.
Se há um instrumento que reina sobre os demais, este é a mão.
Mão que garante a sobrevivência, que se move em gestos belos que se chamam dança, que constrói a arquitetura da ciência e da arte. Produzindo beleza, essas mãos fazem surgir o sublime.
A bem da verdade, mãos não fazem surgir. Criam e produzem. Expressam, demonstram: o bom e o mau, engenhos que movem o mundo, carícias que amenizam dores e substituem as palavras no ato de amar; movimentos desconcertados de quem, pensando ou não, agride e destrói.
Mãos matam e curam. Afirmam. Negam, consentem, são elegantes, chulas, mulheres, homens, pobres, ricas, jovens, meninas, maduras, decrépitas, arrebatadas.
Mãos, que abrigam dez dedos que rezam, apontam, pintam e bordam, praguejam, dizem adeus.
Mãos são a razão deste texto – mãos observadas por olhos que são movidos por mãos, que abrem e fecham páginas, que engrendam textos, que criam beleza, que urdem a vida e assim descobrem a grandeza do universo humano!
Mãos à obra!


GRUPO ARTE E IDEIA

sábado, 26 de junho de 2010

Artesanato_conceito



O limiar entre nostalgia e mudança  Raul Lody · Antropólogo Outubro · 1996
     O artesanato, antes de tudo, é o testemunho insofismável do complexo homem-natureza. E é por meio da cultura material que o domínio da técnica e do tipo de objeto estarão dizendo o espaço da sua feitura, ora pelos aspectos físicos, ora pela própria ideologia da cultura.

"O retorno do artesanato é um sintoma da grande mudança da sensibilidade contemporânea... uma expressão nova de revolta contra a religião abstrata do progresso" (Octavio Paz)
     O artesanato é também a resistência, como forma de evidenciar identidade em oposição à mudança. Ë preciso entender que na memória vivem intenções e conhecimentos das técnicas, e é essa memória que o povo usa, reporta, aproveita e transforma como lhe convém. 


           "O valor do tear como peca patrimonial está, pois, na sua capacidade de testemunho, de elemento simbólico, de instrumento pedagógico. "

      É assim que se quer caminhar entre nostalgia e mudança social numa relação inseparável, homem-produto; plural, pleno e dinâmico. Esta no homem o motivo das nossas questões: sua melhoria de vida, o respeito a sue identidade, norteando, assim, nossa conduta no campo da cultura, razão primeira, objeto das nossas preocupaçõ

Referências bibliográficas FERREIRA, José Maria Cabral, Artesanato, Cultura e desenvolvimento regional: um estudo de campo e três ensaios breves,
Lisboa, Ed. Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1981. PAZ, Octavio, Hommage aux mats, Artisanat Contemporain Mondial, Suisse,  Editiion Ides et Calandes, 1974.
FERREIRA, José Maria Cabral. Op. cit.




Criar é um ato coletivo

"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina"
(Cora Coralina)
 
 
Encontrei este fragmento de poema no Blog Quero Fazer Também, e me lembrei da alegria que senti ao encontrar na net, quando dava meus primeiros passos neste mundo virtual, um espaço de dicas desinteressadas e solidárias com a arte. Já há algum tempo vinha injuriada com uma competitividade entre artesãs que me desagrada demais. Fica junto a este poema da Cora Coralina meu desabafo: nós artesãs e artesãos estamos conectados com uma magia criativa que nos rodeia. Sabe quando você vê uma coisa bonita e pensa "nossa, eu tinha idéia de fazer isso! Que legal que alguém fez!"? Pois é, é desse sentimento que estou falando. Eu não sou dona das minhas peças, elas são resultado de anos de observação, treino, percepção, criação e participação de muitas pessoas. E penso que este sentimento deveria tomar de assalto o mundo das artes. Não gosto da disputa do "eu criei!",´"é meu!" "ninguém tem igual!" "fulana me copiou!" prefiro as palavras doces da poetisa, em companhia do Paulo Freire que dizia algo semelhante: ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, todos se educam entre si. É a dialética da vida. Um viva para a criação! Um viva para a generosidade!
 

CasAtelie apresenta: Coleção É dia de feira_maçãs

Technorati Marcas: ,,

Olá, estas maçãs estão tão cheirosas que dá vontade de comer. Na entrega ela vai embalada e com a essência para quem adiquirir a coleção ou peça avulsa. Aí ces vão ver a delícia do aroma de maçã e canela que vai exalar da caixa.

Abraço fraterno,

Salete Pereira

Maças de Alice_do Tim Burton, é claro!

 

 

Mas que pecado! Estão acabando! Estas são as últimas que aprontei antes de descobrir que eu e o Presidente Lula temos uma bursite em comum. Aqui vai um alerta para os/as artesãs de plantão: exercitem-se companheiros e companheiras da arte! Nossas atividades são, com frequência, minunciosas, e repetitivas. Vamos cuidar de nossos instrumentos de trabalho. Do meu já estou cuidando, logo-logo volto para minhas agulhas e panos….Não dá para ficar longe muito tempo, não é mesmo?

 

alice_zz6593d0b0 Alice’s Tim Burton. Coleção inspirada no mundo fantástico de ALICE.

Abraços fraternos.

Salete Pereira.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Saldos de Natal_Guirlanda_Aproveitem!

Technorati Marcas:

Pessoal,

S6302223

esta guirlanda mimosa está nos nossos saldos de natal.

É “filha única” como diz o ditado, e pode decorar o natal de vocês com muita alegria e por um valor bem acessível.

Aproveitem! Abraços fraternos, Salete Pereira.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Nós gatos já nascemos pobres…

porém… Olhem que riqueza!!!

Gatos multi-coloridos com ar de pouca simetria…uns simpáticos!

Abraços fraternos,

Salete Pereira

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Technorati Marcas:

segunda-feira, 29 de março de 2010

CasAtelie apresenta: As peças mais recentes

Não sei... Se a vida é curta 
Ou longa demais pra nós,

Mas sei que nada do que vivemos

Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
(Poema Saber viver de Cora Coralina)
 
Os corações que fiz até hoje levam um pouco da minha gratidão pela vida inspirada pela arte dos panos. É o sentimento que destino aqueles que recebem estas peças.
 

 
 Sossega, coração! Não desesperes! Talvez um dia, para além dos dias, Encontres o que queres porque o queres. Então, livre de falsas nostalgias, Atingirás a perfeição de todos seres. (Fernando Pessoa)
Abraço,
Salete Pereira

CasAtelie apresenta: As peças mais recentes

Amigos queridos,
 há tempos venho buscando ousar mais nas frutas de pano.
Aqui estão minhas maçãs gigantes.
Num toque de graça ela vem acompanhada por uma fiel escudeira, a lagarta.
"Não deu outra! Poucos dias depois

ele sentiu sua casa tremer

logo em seguida ouviu um estalinho e percebeu tudo:

sua maçã e ele acabavam de ser colhidos do pé"
(o bichinho da maçã, Ziraldo)
Caiu do pé direto para o nosso blog para saborear com vcs.














E a lagarta não está só na maçã não. A danada anda contando causo até para a abóbora. Olha só...

Essa lagarta é danada!

Abraços,
Salete Pereira

P.S.: Segue o link com a bibliografia do Ziraldo, dentre muita coisa boa para criança voces encontrarão o livro que citamos aqui no blog.

terça-feira, 4 de agosto de 2009



Dica da artesã: Procurem na net os trabalhos maravilhosos em patchwork de Dóris Sueli Teixeira. Além de por arte em tudo que faz, valoriza a criação coletiva e com sua equipe faz peças de tirar o fôlego. Vale a pena conferir.



                     Dóris Teixeira - Art Quilt Studio
                     Rio Piracicaba – Minas Gerais - Brasil 
Dóris Teixeira


      Dóris trabalha com têxteis (bordados à mão e à máquina, patchwork, quilting, estamparia, tingimento e batik) desde 1970, expondo e vendendo seus trabalhos em várias feiras e eventos do Brasil, América Latina e EUA. Premiada várias vezes nos festivais de patchwork e quilting de gramado, Niterói e Teresópolis e 3º lugar na categoria Innovative Applique Small no Festival internacional de Houston (EUA), em 2005. É membro da ABPQ (Associação Brasileira de Patchwork e Quilting) e da IQA (International Quilt Association). Todo seu trabalho se resume na busca da liberdade de expressão. Viaja pelo Brasil várias vezes ao ano para ensinar suas técnicas.
(Texto disponível em http://www.paulinia-import.com.br/bernina/cursos.htm)

A mascote na janela do ateliê


Esta é a fofura que emoldura o CasAtelie, estimada companheira, observa com seu jeito felino de ser toda a produção e aulas realizadas no ateliê.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Poema de retalho: costurando a colcha da vida

Aula de Vôo


O conhecimento
caminha lento feito lagarta.
Primeiro não sabe que sabe
e voraz contenta-se com cotidiano orvalho
deixado nas folhas vividas das manhãs.


Depois pensa que sabe
e se fecha em si mesmo:
faz muralhas,
cava Trincheiras,
ergue barricadas.
Defendendo o que pensa saber
levanta certeza na forma de muro,
orgulha-se de seu casulo.


Até que maduro
explode em vôos
rindo do tempo que imagina saber
ou guardava preso o que sabia.
Voa alto sua ousadia
reconhecendo o suor dos séculos
no orvalho de cada dia.


Mas o vôo mais belo
descobre um dia não ser eterno.
É tempo de acasalar:
voltar à terra com seus ovos
à espera de novas e prosaicas lagartas.


O conhecimento é assim:
ri de si mesmo
E de suas certezas.
É meta de forma
metamorfose
movimento
fluir do tempo
que tanto cria como arrasa


a nos mostrar que para o vôo
é preciso tanto o casulo
como a asa




Mauro Iasi

domingo, 12 de julho de 2009



 Dica da artesã: Peças concebidas por Sabrina Munari, bons frutos de alguns momentos de parceria. Ela comercializa os moldes, aproveitem!















concebidas e confeccionadas por Sabrina Munari.
Foto: CasAtelie/Maria Karam

O começo da paixão...


"Não são apenas as abelhas que são contagiadas pela doçura do mel. Eu também provei do doce sabor de lidar com panos, confeccionando esta peça. A primeira de muitas..."